segunda-feira, 12 de abril de 2010

Hot Rod - O Tuning de Gente Grande

Os adeptos do tuning que me perdoem, mas se há um tipo de customização automotiva que exige muita coragem e audácia, é o Hot Rod. Primeiro, é bom esclarecer algumas diferenças. Qualquer carro pode ser “tunado”. Em todo canto tem alguém que saiba fazer uma pequena mudança no seu carro e muitos já consideram isso como tuning. E muitos acessórios que os donos dos carros pensam ser exclusivos, podem ser encontrados em qualquer canto. Já no Hot Rod, a conversa é outra.

No meu curso, sempre conversávamos sobre estes carros que impressionam todos. A origem dos Hot Rods se deu em Los Angeles, já na década de 30, quando o pessoal costumava fazer corridas com carros modificados. A cultura cresceu e ainda hoje é forte em muitos paises.

O Hot Rod é a customização extrema de carros antigos, o que já o torna algo mais difícil de se fazer. E quando falamos de Hot Rod, não é pegar um Opala ou Mustang para customizar, mas sim clássicos como Ford 1932, Buick, Bel Air e outros mais raros. Basicamente, todo Hot Rod possui pintura exclusiva e preparação de motor também exclusiva.

Talvez, a exclusividade em si seja o que define um Hot Rod bem feito. Imaginem como é difícil colocar um motor aspirado de 450 cv em um carro com 60 ou 70 anos. São feitas diversas adaptações e até criações em suspensão, chassi, rodas e carroceria. O uso de fibra de vidro também é comum, mas as oficinas mais avançadas preferem fazer tudo no metal mesmo.

Pelo fato de cada carro ser único, o tempo de execução dos projetos pode demorar 6, 7 meses ou até 3 anos. Os Hot Rods sempre demonstram poder em qualquer lugar. São carros com cara de mau, barulhentos e potentes. Alguns dos mais baratos recebem investimentos de pelo menos 50 mil reais em customização, além do que foi pago no veiculo.
Assim como temos um lado mais “selvagem” no motociclismo, feito por proprietários de Choppers, o lado bruto dos carros é o abordado neste post. Obviamente, muitos Hot Rods não podem ser legalizados, então se tornam show cars, mostrando ao público o que alguns maçaricos e soldas conseguem fazer.

Se você curtiu a cultura do Hot Rods e quer fazer um, já aviso que o caminho é longo, e os valores gastos são apenas a primeira parte. Vai ser difícil encontrar bons profissionais que peguem o carro para fazer. Quando você encontrar um cara bom para começar seu carro, provavelmente terá que esperar o fim de outro projeto dele.

A elaboração de um projeto assim envolve diversos profissionais que já são muito concorridos. Alguns dos equipamentos utilizados requerem boas técnicas. Com certeza vai ser necessário o uso de torno CNC, máquinas para dobrar aço, solda mig, solda ponto, cromo, maçaricos de corte (muito potentes), e até algum bom contato para importação de peças.
Cada centímetro é único. Os próprios mecânicos que se envolvem na criação gostam de fazer um carro totalmente diferente do outro. É por isso que insisto em dizer que o Hot Rod é o tuning de macho, de gente grande. Você não vai achar peças prontas, não vai ser fácil finalizar tudo e com certeza nunca vai encontrar outro igual.

Não vai ser fácil mesmo, tanto que até para fazer a pintura o cliente precisa batalhar. Não é todo mundo que gosta de fazer pintura com “chamas”, então recorrem ao Pinstripping, coisa rara aqui no Brasil. Quem já assistiu programas como Overhaulin e Pimp My Ride, deve ter visto pinturas com pinstripping. Trata-se daqueles desenhos quase que tribais, feitos manualmente direto na lata do carro.


Fonte: MotorPasión

Câmbio automático vale a pena?


Prático, confortável e suave, o sistema de transmissão automática vem sendo cada vez mais procurado pelo consumidor brasileiro. E não é apenas no mercado de modelos zero quilômetro que isso ocorre. Por causa do preço convidativo, muita gente tem procurado seminovos que ofereçam o equipamento. Nesse caso, o problema é saber escolher o carro certo para evitar dores de cabeça e prejuízos.
“A consolidação do carro automático é relativamente nova no Brasil. Por causa disso, ainda não temos a cultura dos mercados europeu e norte-americano, muito mais acostumados a essa tecnologia. Por não conhecer muito bem esse tipo de câmbio, o consumidor pode acabar levando para casa um modelo cheio de problemas”, comenta Guilherme Santilli, proprietário da oficina Câmbio Técnico.

Para ele, essa falta de conhecimento sobre o assunto é o que mais pode mascarar os problemas da transmissão do modelo que está sendo avaliado pelo interessado. Santilli lembra daquela boa e velha dica, de que é melhor levar um mecânico de confiança para avaliar o veículo em questão. “Quando isso não é possível, existem alguns pontos básicos importantes que o próprio leigo pode observar.”
O primeiro deles é a existência de vazamentos. Gotas de óleo avermelhado no piso, onde está estacionado o modelo, podem indicar graves problemas, até porque o câmbio automático é muito mais sensível à falta de fluido. Além disso, não há como saber se o modelo rodou muitos quilômetros com o nível de óleo abaixo do recomendado, o que pode estragar bastante seus componentes.

“Mas aqui vai outro alerta: muitas vezes o protetor de cárter oculta o vazamento, ou acaba desviando o curso do fluido perdido, fazendo algumas pessoas pensarem que se trata de vazamento de óleo do motor, por exemplo”, esclarece Santilli. Outra dica importante é verificar não apenas o nível do lubrificante da transmissão, mas também sua cor e seu odor. O especialista lembra que a tonalidade marrom e o cheiro de queimado indicam sérios problemas.

Se o modelo que está sendo avaliado pelo potencial comprador passou nesse teste, chega a hora de dirigir o modelo. Ao acionar o motor, atenção ao painel: se a luz que indica anomalias na transmissão estiver acesa, melhor procurar outro modelo. “O problema é que ainda existem donos de carros que pedem a ‘profissionais’ de oficinas que desliguem a luz que indica a existência de avarias no sistema. O ideal mesmo é guiar o modelo para identificar algum tipo de defeito”, recomenda Carlos Napolitano, diretor técnico da Brasil Automático, empresa especializada em treinamento de reparadores independentes que já lançou e/ou produziu mais de 70 manuais técnicos, em português, sobre o assunto.
Além disso, o diretor dá outra dica importante: é fundamental dirigir o carro com o motor e o câmbio quentes, o que ocorre depois de 25 quilômetros rodados. “Verdade que nem sempre é possível conseguir rodar tanto com um veículo que se quer comprar, mas o interessado pode pedir ao dono do modelo, ou da loja, que rode essa quilometragem para que, na sequência, ele faça seu test drive.”

Napolitano explica que só assim é possível detectar certos inconvenientes que podem não aparecer quando a transmissão está fria. “Quando está quente, a densidade do óleo muda e isso aumenta um possível vazamento. Dependendo da gravidade dessa perda de lubrificante, o condutor pode perceber trancos em trocas de marchas ou mesmo patinação. Importante também testar teclas que acionam o overdrive, a opção de condução esportiva e a de condução em pisos escorregadios”, explica o diretor.
“Ficar atento é preciso porque o custo de reparo de um modelo automático é alto. Por isso é fundamental escolher bem”, recomenda o Guilherme Santilli. De acordo com o especialista, a média de custo para consertar o sistema de um modelo moderno fica entre R$ 3,5 mil e R$ 4 mil, mas o valor final pode ficar bem mais “salgado” por conta de problemas graves ou mesmo do grau de sofisticação da transmissão. Portanto, multiplique o cuidado antes de escolher um usado com esse bem-vindo item de conforto.